As 13 melhores bandas de college rock

A força das emissoras das faculdades nos EUA e Canadá nos anos de 1980 era tamanha que o termo college rock foi criado como um sinônimo do rock alternativo. Longe das rádios convencionais, os jovens artistas que faziam a cabeça da garotada cresceram a partir do espaço concedido pelos universitários nas college radios. Basicamente influenciados pelo punk e a new wave, mas livres para as experimentações que o mercadão não permitiria, eles romperam os muros dos Campi pra se tornarem, no mínimo, cultuados mundo afora – e, em alguns casos, fundamentais nas listas de melhores do rock em todos os tempos.

A importância do college rock cresceu em setembro de 1988, quando a Billboard, revista mais importante da indústria fonográfica, introduziu um nova parada em suas pesquisas, a Modern Rock Tracks, que monitorava as músicas mais tocadas nas rádios de universidades.

Pra aproveitar que, no Brasil, 13 de julho é o Dia do Rock (por conta do Live Aid, que rolou nesse dia em 1985), e na esteira dos posts anteriores sobre college radios, fizemos uma lista com as 13 melhores bandas de college rock:

R.E.M.  criado em Athens, o (então) quarteto do genial Michael Stipe é o mais representativo grupo norte-americano de college rock – felizmente manteve a aura depois de adulto, mesmo tendo chegado ao mainstream.

The Smiths  o quarteto de Manchester é o mais representativo grupo inglês de college rock. Quando “How Soon is Now” foi lançado, a garotada da Ilha viu suas angústias traduzidas em som e letra. Próxima parada: o mundo.

U2  acredite, o grupo irlandês de Bono fazia pós-punk engajado pra garotada quando começou – e foi assim até Brian Eno injetar experimentalismo em seu som, que depois flertou com a eletrônica e o blues, e enfim, se tornou adulto e sem graça.

Red Hot Chilli Peppers  no princípio a banda norte-americana era loucaça. Ao acrescentar funk e psicodelia ao rock pesado, se tornou icônica e fundamental até meados dos anos de 1990. Depois virou uma produtora de baladinhas radiofônicas e se perdeu no excesso de açúcar.

The Cure  o grupo inglês de Bob Smith começou fazendo punk antes de cair na melancolia e no rock gótico – “Killing an Arab”, seu primeiro hit, é uma pista do som cru da banda.

Husker Dü  trio norte-americano de Minneapolis que se destacou quando acrescentou doses cavalares de pop e rock psicodélico ao seu punk hardcore. Bob Mould, um heroi do rock alternativo, que depois criou o Sugar, era seu vocalista.

Love and Rockets  dissidência do gótico Bauhaus, o trio inglês destilou rock psicodélico, glam e folk em grandes álbuns.

Sonic Youth  melhor banda de Nova York (junto com Velvet Underground), o quarteto ganhou notoriedade na cena artística no wave dos anos 80 fazendo noise rock e rock experimental.

Wire  espetacular quarteto britânico que inovou ao aprofundar o punk em conceitos artísticos, e chegou a flertar com o rock industrial. O pós-punk deve muito ao grupo.

Pixies  um dos maiores grupos de rock da história, o quarteto de Boston mixou surf rock com punk e criou hits alternativos absolutos. É importante ao ponto de Kurt Cobain ter declarado que “tudo o que queria era ter uma banda que soasse como o Pixies.”

Echo and the Bunnymen  de Liverpool para o mundo, o quarteto injetou neo-psicodelia e soul music ao pós-punk.

Dinosaur Jr.   J. Mascis e Low Barlow criaram o grupo, punk, em 1984, e foram acrescentando elementos de noise, folk e rock na medida em que cresciam, até se tornarem uma das bandas referenciais do rock alternativo.

The Replacements  quarteto de Minneapolis muito influente no rock alternativo, comandado pelo brilhante Paul Westerberg, que chamou a atenção pela intensidade dos seus shows e ajudou a redimensionar a crueza do punk.